Transformação

maria da graca

Me pego no raso

Perto do ralo que me feriu

No raso

 

Longe do lago

Na vitrine íngreme

A bailar pela calçada

 

Do raso vaso

Ao abalo calado

Pelas melancólicas ilusões

 

Do ralo ao raso

Na esfera das circunstâncias

Lava presa na vaidade

 

Do raso ao acaso

Profundo mergulho destroçado

Quebrando a vaidade

 

Do raso ao abalo

Estruturas que se rompem

Corroendo o que antes era solitário

 

Do ralo ao abalo

Sementes selam  destino

Antes raso

 

Profundo depois do abalo

Circunstâncias revelam

O antes raso ao temido abalo

 

Mas perto está

Depois do abalo

Frutos que antes era solidão

 

Depois do abalo

Sintonia íngreme

Com a beleza do próprio existir

  • Autor: Poetisafenix (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 19 de maio de 2026 20:57
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 1


Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.