Me pego no raso
Perto do ralo que me feriu
No raso
Longe do lago
Na vitrine íngreme
A bailar pela calçada
Do raso vaso
Ao abalo calado
Pelas melancólicas ilusões
Do ralo ao raso
Na esfera das circunstâncias
Lava presa na vaidade
Do raso ao acaso
Profundo mergulho destroçado
Quebrando a vaidade
Do raso ao abalo
Estruturas que se rompem
Corroendo o que antes era solitário
Do ralo ao abalo
Sementes selam destino
Antes raso
Profundo depois do abalo
Circunstâncias revelam
O antes raso ao temido abalo
Mas perto está
Depois do abalo
Frutos que antes era solidão
Depois do abalo
Sintonia íngreme
Com a beleza do próprio existir