(Lucien Vieira)
Viajei pela “República”
da poetisa Lia Fátima.
Vi-me decifrando,
de braços com ela,
aquelas vias escuras.
Passei a sentir em mim
as suas espavuras.
Lá,
o Estado, humilhado,
virou estado;
e o Bem Viver
da pólis aristotélica
rendeu-se à mera politicagem —
dessignificado.
A Casa do Povo
já é sem povo,
fez-se tão-só um covil
de disseminadores de dores:
corruptos.
Imagética:
a justiça é cega ou enxerga?
Mídias:
compradas, vendidas?
Roubo.
“Notório fato”.
“Deus é bom, sempre!”
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Autor:
Lucien Vieira (
Offline) - Publicado: 19 de maio de 2026 17:08
- Comentário do autor sobre o poema: O poema realiza uma leitura crítica da degradação ética e institucional da vida pública, dialogando com a obra “República”, da poetisa Lia Fátima, e articulando: • desencanto político; • corrupção institucional; • esvaziamento democrático; • manipulação midiática; • crise da justiça; • dessignificação do Bem Comum.
- Categoria: SociopolÃtico
- Visualizações: 1

Offline)
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