(Lucien Vieira)
Viajei pela “República”
da poetisa Lia Fátima.
Vi-me decifrando,
de braços com ela,
aquelas vias escuras.
Passei a sentir em mim
as suas espavuras.
Lá,
o Estado, humilhado,
virou estado;
e o Bem Viver
da pólis aristotélica
rendeu-se à mera politicagem —
dessignificado.
A Casa do Povo
já é sem povo,
fez-se tão-só um covil
de disseminadores de dores:
corruptos.
Imagética:
a justiça é cega ou enxerga?
Mídias:
compradas, vendidas?
Roubo.
“Notório fato”.
“Deus é bom, sempre!”