Pandora se fingia de cansada,
presa à guia.
Ao chegar à praça,
da preguiça foi liberta.
— Corre, Pandora, corre!
dizia a senhora à sua cadelinha,
como se ela corresse através daquelas pequenas patinhas.
Corre, Pandora, corre…
Cada vez mais rápido ela ia.
Corre, Pandora, corre…
Pandora, que era só energia, corria!
Assim como os olhos da dona,
que brilhavam de alegria.
As duas estavam unidas pelo êxtase.
É muito bom ser feliz fora do seu corpo.
Pandora tinha a mesma natureza de um bumerangue:
A toda velocidade,
voltou ao colo de sua dona.
Ofegante,
o som do coraçãozinho,
a mil.
Pandora,
agora cansada,
não se fingia.
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Autor:
Francisco Queiroz (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 19 de maio de 2026 08:52
- Comentário do autor sobre o poema: Este poema captura aquele instante mágico em que um cãozinho se liberta da guia e, num estalo de pura energia, transborda a alegria de viver direto para o coração de quem o ama.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 2
- Em coleções: Naruteza, Urbano.

Offline)
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