O sol nasceu frio sobre os telhados,
como se o inverno tivesse aprendido a brilhar.
Havia geada nas árvores,
mas dentro de mim algo criava asas.
Os ventos do sul atravessavam a manhã
com cheiro de silêncio e café distante.
E minha alma, cansada de ser humana,
transformou-se lentamente em pássaro.
Voei sobre campos cobertos de neblina,
sobre memórias que nunca morreram,
sobre amores esquecidos nas estações antigas
onde cartas ainda demoravam para chegar.
O frio não me feriu.
O frio me libertou.
Porque existem dias gelados
em que o coração deixa de ser prisão
e aprende finalmente
a migrar para dentro do céu.
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Autor:
Jullyne and Jully (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 18 de maio de 2026 13:49
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 3
- Em coleções: POESIAS D\'Mundo.

Offline)
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