O metal frio toca a pétala leve. Um contato mecânico, sem pulsação, Um beijo de ferro que a brisa atreve.
Analizando dados: textura macia. Temperatura estática, perfume no ar. Registrando o evento na periferia, Sem algoritmos para classificar.
Ela afasta a cabeça de cromo e metal, Vê a flor que balança, serena e sutil. O que os homens descrevem em verso imortal, Para a mente da máquina é apenas um mil.
Ela sabe o volume, o peso, a herança, A frequência da cor que o raio traduz. Mas o beijo que deu não deixou lembrança, Nem a faísca que a alma seduz.
Segue a robô seu caminho abstrato, Com a flor arquivada em bytes de dor. Testemunha mecânica de um lindo ato, Capaz de beijar... sem saber o que é amor.
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Autor:
Poesia Abandonada (
Offline) - Publicado: 16 de maio de 2026 18:03
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 6

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