Aviso de ausência de Vilma Oliveira
YES
YES
Nas refulgentes horas tão sombrias
Eu tropeçava nos astros descuidada
Sem me aperceber das horas vazias
Em que eras pra mim um quase nada!
Nas luzes das estrelas que me guia
O langor dos teus olhos apagados
A flor em botão pra mim sorria...
No desespero da alma do outro lado!
Ensina-me a te esquecer devagarzinho,
Meu amor, tu vais de ninho em ninho,
Nas asas dessas aves já cansadas;
Eu sou igual a todos os passarinhos,
Presa em folhas com espinhos...
A buscar-te em vão, desencantada.
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Autor:
Vilma Oliveira (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 15 de maio de 2026 19:06
- Comentário do autor sobre o poema: Obs: Estarei ausente a este site por algum tempo por motivo de viagem. Agradeço imensamente a Todos vocês que leram ou irão ler meus poemas. Agradeço de coração aos comentários, curtidas e aos que favorizaram meus textos aqui compartilhados. Um forte abraço a Todos os Amigos e aos que ainda não fazem parte deste meu pequeno ciclo de poetas. Até a volta! Breve análise sobre este soneto: O poema abre com um belíssimo oxímoro (refulgentes horas tão sombrias), que traduz perfeitamente a confusão mental e o impacto do sofrimento amoroso na percepção do eu lírico. O texto migra visualmente da vastidão cósmica da primeira estrofe (tropeçava nos astros, estrelas) para a fragilidade terrena e delicada da fauna e flora nas estrofes finais (ninho, aves, passarinhos). A metáfora do passarinho preso em folhas com espinhos ilustra com precisão a sensação de aprisionamento emocional e a impotência diante da infidelidade ou da partida do outro (vais de ninho em ninho). O núcleo do poema é o pedido de socorro (Ensina-me a te esquecer devagarzinho), revelando que o esquecimento não é um ato voluntário automático, mas um processo doloroso que exige tempo e resignação. O fechamento contrasta a busca ativa pelo ser amado com o sentimento de vazio (A buscar-te em vão, desencantada), consolidando a aceitação de que o amor se transformou em desilusão.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 5
- Usuários favoritos deste poema: Francisco Queiroz
- Em coleções: Sonetos.

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