Nas refulgentes horas tão sombrias
Eu tropeçava nos astros descuidada
Sem me aperceber das horas vazias
Em que eras pra mim um quase nada!
Nas luzes das estrelas que me guia
O langor dos teus olhos apagados
A flor em botão pra mim sorria...
No desespero da alma do outro lado!
Ensina-me a te esquecer devagarzinho,
Meu amor, tu vais de ninho em ninho,
Nas asas dessas aves já cansadas;
Eu sou igual a todos os passarinhos,
Presa em folhas com espinhos...
A buscar-te em vão, desencantada.