Quando a tristeza decide me lembrar que ainda está aqui, eu olho para o céu, olho as nuvens, observo cada detalhe, vejo como elas ficam lindas quando o sol bate nelas e, ao entardecer, vejo como o céu fica incrivelmente lindo, apesar de a causa ser a poluição. Respiro fundo, fecho meus olhos e sinto o vento bater em meu rosto cansado, em meus cabelos sujos, e o ar poluído da cidade entrando em meus pulmões fartos.
Quando a tristeza vem, saio sozinha, pra qualquer lugar. Ando sem rumo pelas sombras refrescantes das árvores, devagar, sem pressa alguma. Ando à noite nas ruas vazias, acelero meus passos e corro, corro até meu corpo ativar a adrenalina e, então, começo a rir, começo a chorar, assim mesmo, tudo junto, ao mesmo tempo.
Quando ela vem, vou para a sala, ligo a televisão, coloco um desenho pra assistir, pego um lençol, um travesseiro, minha pelúcia e fico deitada no sofá, assim como uma criança.
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Autor:
Céu (
Offline) - Publicado: 15 de maio de 2026 14:21
- Comentário do autor sobre o poema: Esta obra contrapõe exaustão e delicadeza, transformando gestos simples, como caminhar, observar a natureza e assistir a um bom desenho, em refúgio diante do peso interno.
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 2

Offline)
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