Quando a tristeza decide me lembrar que ainda está aqui, eu olho para o céu, olho as nuvens, observo cada detalhe, vejo como elas ficam lindas quando o sol bate nelas e, ao entardecer, vejo como o céu fica incrivelmente lindo, apesar de a causa ser a poluição. Respiro fundo, fecho meus olhos e sinto o vento bater em meu rosto cansado, em meus cabelos sujos, e o ar poluído da cidade entrando em meus pulmões fartos.
Quando a tristeza vem, saio sozinha, pra qualquer lugar. Ando sem rumo pelas sombras refrescantes das árvores, devagar, sem pressa alguma. Ando à noite nas ruas vazias, acelero meus passos e corro, corro até meu corpo ativar a adrenalina e, então, começo a rir, começo a chorar, assim mesmo, tudo junto, ao mesmo tempo.
Quando ela vem, vou para a sala, ligo a televisão, coloco um desenho pra assistir, pego um lençol, um travesseiro, minha pelúcia e fico deitada no sofá, assim como uma criança.