Em tempos em que até a Inteligência é Artificial, sintética,
A joaninha pinta seu próprio autorretrato;
Os leões, por vezes,
São afugentados por gatos.
Os fãs finalmente conseguem abrir portais
E estar dentro das cenas de filmes memoráveis,
Tomando o lugar de seus atores preferidos.
Cada um ganhou a liberdade de ver na tela a sombra que quiser.
E todo semestre sai uma com a nitidez mais avançada, urgente.
É uma tragicomédia:
Agora, quase todos são amos e escravos em suas salinhas, em uma caverna exclusiva,
Enquanto os de espírito ainda livre, a nossos olhos,
São "pobres coitados" que não têm acesso a essas prisões ultra-tech.
Oh, Admirável Mundo Novo,
O "soma" que nos entorpece a razão saiu da distopia;
E o tomamos a grandes goles pelos olhos,
Incapazes de fechar a aba e espreitar a nua realidade.
O sol-real faz os olhos arderem enquanto os limpam, e isso dói… por isso, voltamos ao
conforto virtual, irreal…
-
Autor:
Francisco Queiroz (Pseudónimo (
Online) - Publicado: 15 de maio de 2026 12:48
- Comentário do autor sobre o poema: Um convite a sentir o ardor do sol nos olhos.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 3
- Em coleções: Silêncios.

Online)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.