Eu sou aquela quem o Pai Escolheu,
tal como a Julieta que escolheu o seu Romeu.
Eu sou aquela que se desmanchou no abismo
e se ergueu sem cansar, perante as risadas do Civismo.
Eu sou aquela que se perdeu no Deserto,
sem qualquer propósito e sem rumo.
Mal sabia eu que traçava,
a sabedoria escalada no meu próprio cume.
Eu sou a fraqueza e a fortaleza
balançada em alicerces de Solidão.
Eu sou aquela que provém da Realeza
mas não se importa com o Pó do Chão.
Eu sou aquela que batalhou inúmeras batalhas,
deixando-se quase extinguir na força do Mundo.
Eu sou aquela que facilmente se recuperou,
ao percorrer um caminho cercado por Navalhas.
Eu sou aquela a quem o Mestre nunca desistiu;
A centésima ovelha que se perdeu no seu pasto.
Decidida a enfrentar sozinha os tumultos da Vida
e assistindo o meu Castelo, quase a se derrubar por um Fio.
Eu sou aquela que desperta de um sono profundo,
outrora influenciada sob os estupefacientes da Sociedade.
Eu sou aquela que nunca se conformou com a perversidade
nem com os atalhos e os malabarismos deste mundo
Eu sou aquela que explora e que se explora,
O girassol que se inclina na luz da Madrugada,
O Penedo fortalecido pelas pancadas da Natureza,
O gladiador do ringue que se reduziu a Nada.
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Autor:
Lesy Williams (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 15 de maio de 2026 11:08
- Comentário do autor sobre o poema: Renascimento (Born Again)
- Categoria: Espiritual
- Visualizações: 3
- Usuários favoritos deste poema: madu teoricamente uma poeta
- Em coleções: O Roteiro I.

Offline)
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