É fácil amar
quem nunca nos atravessou com a dor.
Fácil abraçar
quem nunca deixou ausência
mesmo estando perto.
Mas quem somos
quando o corte vem do outro?
Quando a decepção tem nome,
rosto,
memória.
Quão perto de Deus alguém está
quando escolhe não devolver a ferida.
Porque o outro também cai.
Também falha.
Também sangra escondido.
E talvez o perdão
não seja bondade.
O perdão é a memória viva
de que todos nós precisamos de graça
mais vezes do que merecemos.
Talvez seja apenas
a lembrança humilde
de que, sem misericórdia,
nós também seríamos imperdoáveis.
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Autor:
Esterlar (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 15 de maio de 2026 06:20
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 1

Offline)
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