De baixo dos olhos, na escuridão do inconsciente
Imperador da vida, reinando na luz escondida da mortalidade
Uma doença que invadiu, algo que sempre te perseguiu
Como é possível uma alma se sentir tão sozinha?
Um lado não brilhou para mim
Escondendo a frustração entre as minhas veias
Nunca foi outra versão minha, sempre foram vários, todos substituíveis
Como é possível mudar uma realidade imutável?
Na pequena sangria, uma hemorragia, um espinho letárgico
Enfiado dentro da sua personalidade, combinado com a imaturidade
Mudou tanto, as cores se tornaram outras, escondendo os desenhos no caderno
Nunca acreditei que poderia ser um protagonista, porque sempre fui secundário
E o limite das circunstâncias me quebraram
Com ego quebrado, em um sentimento tão primal
Fui vítima, fui cúmplice, fui culpado, fui o juiz
Na minha insanidade, encontrei o papel para largar a minha insegurança, o medo e todo resto
Mesmo assim, nunca foi algo que me saiu
Com visões deturpadas, eu nunca enxerguei cor naquilo que fazia
Nesse mundo insano, será que já é tarde demais para amar e ser amado?...
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Autor:
Marsh (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 10 de maio de 2026 22:36
- Categoria: Surrealista
- Visualizações: 4
- Usuários favoritos deste poema: LF Text
- Em coleções: Melancólico, Melhores poemas.

Offline)
Comentários1
Um poema de tirar o fôlego e o espelho do quarto.
Abraços
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