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A maior insanidade

De baixo dos olhos, na escuridão do inconsciente 
Imperador da vida, reinando na luz escondida da mortalidade 
Uma doença que invadiu, algo que sempre te perseguiu 
Como é possível uma alma se sentir tão sozinha?

Um lado não brilhou para mim 
Escondendo a frustração entre as minhas veias 
Nunca foi outra versão minha, sempre foram vários, todos substituíveis 
Como é possível mudar uma realidade imutável?

Na pequena sangria, uma hemorragia, um espinho letárgico 
Enfiado dentro da sua personalidade, combinado com a imaturidade 
Mudou tanto, as cores se tornaram outras, escondendo os desenhos no caderno 
Nunca acreditei que poderia ser um protagonista, porque sempre fui secundário 

E o limite das circunstâncias me quebraram 
Com ego quebrado, em um sentimento tão primal 
Fui vítima, fui cúmplice, fui culpado, fui o juiz 
Na minha insanidade, encontrei o papel para largar a minha insegurança, o medo e todo resto 

Mesmo assim, nunca foi algo que me saiu 
Com visões deturpadas, eu nunca enxerguei cor naquilo que fazia 
Nesse mundo insano, será que já é tarde demais para amar e ser amado?...