Aviso de ausência de Vilma Oliveira
YES
YES
Continuadas noites passo acordada e alerta
Na doce espera que tu venhas me encontrar
Deixo o meu quarto com a porta entreaberta
Fico à espreita para que tu possas entrar...!
Quando tu chegas de mansinho, quase irreal,
Pisando firme, mas sem fazer nenhum alarde,
Meu coração num descompasso sem igual
Bate apressado como quem delira e arde...!
Queima como brasa o meu corpo inteiro...
Quando teu corpo toca no meu é um braseiro
Quando tua mão desliza suavemente e desce...
Nossas sensações reproduzidas em câmera lenta
São nossos corpos a bailar, almas sedentas...
São nossas vozes a sussurrar quando amanhece!
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Autor:
Vilma Oliveira (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 9 de maio de 2026 20:42
- Comentário do autor sobre o poema: Breve análise sobre este soneto: O silêncio da porta entreaberta e a doce espera, criam um suspense quase cinematográfico. A passagem do quase irreal para o pisando firme, marca o momento em que o desejo vira presença física. O final com o sussurro ao amanhecer, fecha o ciclo perfeitamente, sugerindo que a noite de insônia valeu cada segundo. A expressão câmera lenta no último terceto é visualmente muito forte, pois dá ao leitor a sensação exata de tempo suspenso que só os encontros marcantes têm.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 6
- Em coleções: Sonetos.

Offline)
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