Continuadas noites passo acordada e alerta
Na doce espera que tu venhas me encontrar
Deixo o meu quarto com a porta entreaberta
Fico à espreita para que tu possas entrar...!
Quando tu chegas de mansinho, quase irreal,
Pisando firme, mas sem fazer nenhum alarde,
Meu coração num descompasso sem igual
Bate apressado como quem delira e arde...!
Queima como brasa o meu corpo inteiro...
Quando teu corpo toca no meu é um braseiro
Quando tua mão desliza suavemente e desce...
Nossas sensações reproduzidas em câmera lenta
São nossos corpos a bailar, almas sedentas...
São nossas vozes a sussurrar quando amanhece!