Vilma Oliveira

NOITES DE INSÔNIA

Continuadas noites passo acordada e alerta

Na doce espera que tu venhas me encontrar

Deixo o meu quarto com a porta entreaberta

Fico à espreita para que tu possas entrar...!

 

Quando tu chegas de mansinho, quase irreal,

Pisando firme, mas sem fazer nenhum alarde,

Meu coração num descompasso sem igual

Bate apressado como quem delira e arde...!

 

Queima como brasa o meu corpo inteiro...

Quando teu corpo toca no meu é um braseiro

Quando tua mão desliza suavemente e desce...

 

Nossas sensações reproduzidas em câmera lenta

São nossos corpos a bailar, almas sedentas...

São nossas vozes a sussurrar quando amanhece!