ROTINA DO CAFÉ

Arthur Vidigal

Entre os grãos moídos,
me deparo com a disposição.
Dispersos, porém me servem.
De certo, dependo totalmente
da rotina que se repete;
torna-se sagrada.

Não como esses versos pobres,
indigeríveis,
divididos entre o pó e a água quente.

Despeço-me de cada gole,
disperso-me em cada gota,
dirijo-me ao inconsciente,

adoçando-o com ansiedade
minha rotina abençoada.

  • Autor: Arthur Vidigal (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 8 de maio de 2026 12:31
  • Categoria: Ocasião especial
  • Visualizações: 6


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