Um vaso de vidro quebrado
sangue escorrendo por todos os lados
minhas mãos trêmulas, desesperadas
minha respiração forte e abafada
rosas caídas no chão
combinam com o lamento da paixão
me perdi quando o deixei ir
não voltei e me parti
parti em miúdos pedaços
tão frágeis que escapavam
dos meus dedos finos e inseguros
dos pensamentos profundos
tentei não sentir
o pesar do seu partir
tentei não lembrar
da música que começou a tocar
dos amores eternos
do sentimento penumbro
da superfície ao fundo
da beleza de Los Hermanos
de quando te encontrei
quanto amor eu procurei
assim, o meu “Último Romance” se fez
sendo-me apenas refém
do meu peito desacelerado
meu corpo em sangue molhado
e do vaso de vidro
que deslizou por um instante
me deixou em pedaços
e quase sem chance.
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Autor:
Catarina (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 7 de maio de 2026 12:51
- Categoria: Amor
- Visualizações: 17
- Usuários favoritos deste poema: Vilma Oliveira
- Em coleções: Interno..

Offline)
Comentários2
Maravilhoso!
Um excelente dia para você.
Muito obrigada, Shmuel!
Forte abraço ?
Boa noite poetisa! Este poema utiliza o vidro quebrado como uma metáfora física e violenta para a ruptura emocional. A imagem do sangue e das rosas no chão transforma a dor do término em algo palpável, onde o eu lírico não apenas sofre a perda do outro, mas sofre a própria fragmentação (me parti em miúdos pedaços). A referência a Los Hermanos traz um contraste melancólico: a doçura de Último Romance, torna-se o pano de fundo para um cenário de desolação, onde o amor buscado termina em um estado de vulnerabilidade extrema. Parabéns por seu belo poema! Meu abraço poético.
Sinto-me honrada em receber um comentário tão genuíno! Muito obrigada!
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