Hoje sei:
nem tudo que é controlado está vivo,
nem tudo que é livre
sabe para onde vai.
Carrego um nó na garganta
que não aperta mais,
serve de lembrete:
Nada foi perdido.
Algumas coisas apenas
precisaram ser compreendidas tarde,
não demais.
Entre o que fui e o que sou,
não houve ruptura.
Houve continuidade consciente,
estranhamente, é viver.
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Autor:
Noétrico (
Offline) - Publicado: 7 de maio de 2026 09:55
- Comentário do autor sobre o poema: Aqui é falado sobre adaptação, nossa capacidade de observar e ajustar o operador para pertencermos a realidade.
- Categoria: Perdão
- Visualizações: 5

Offline)
Comentários1
Entre o que fui e o que sou,
não houve ruptura.
Houve continuidade consciente,
estranhamente, é viver.
Perfeito!
Fico muito feliz em estarmos nesta mesma realidade. Trouxe eco de uns versos da última estrofe do meu primeiro poema publicado aqui: Olhar - “a estranha e agradável certeza
de ser visto“
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