Noétrico

Estranho

Hoje sei:
nem tudo que é controlado está vivo,
nem tudo que é livre
sabe para onde vai.


Carrego um nó na garganta
que não aperta mais,
serve de lembrete:
Nada foi perdido.
Algumas coisas apenas
precisaram ser compreendidas tarde,
não demais.


Entre o que fui e o que sou,
não houve ruptura.
Houve continuidade consciente,
estranhamente, é viver.