O aroma que vem da cozinha me entra pelas ventas.
Flutua em minha direção.
O centro da fome se excita, o estômago grita. As enzimas e as papilas da boca, em uníssono com o ácido clorídrico, se preparam.
O corpo se senta à mesa enquanto a última panela ainda esquenta.
É chegada a hora.
A relíquia é servida. Degustação lenta me alimenta. Sustenta os sentidos da vida.
A poltrona larga completa o ritmo da transformação.
Comida em digestão, digestão em preguiça.
A única depressão é a pós-prandial
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Autor:
RGGouveia (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 7 de maio de 2026 07:13
- Categoria: Não classificado
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Offline)
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