Nesse dia renascido e fiel
o horizonte embala o Sol,
cumprindo a promessa
de eterno recomeço.
A árvore, quase sem folhas,
emoldura a estrela
no seio da diligente
cidade grande.
Em pleno Outono,
os veículos se vão
num sopro contínuo.
Os passantes comprando café,
um, de cócoras, com a xícara na mão,
entre um gole e outro,
espreita a vida mecânica.
Antes de seguir a lida
olha o brilho entre os galhos;
admira, sem pagar ingresso,
espetáculo que só ele percebeu.
Levantando-se com semblante em paz,
paga à dona da barraca,
monta na bicicleta e se vai,
misturando-se à paisagem
sem perder o seu ritmo...
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Autor:
Francisco Queiroz (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 17 de maio de 2026 08:37
- Comentário do autor sobre o poema: Um olhar sobre aquele segundo de pausa na correria da cidade para admirar o sol entre os galhos de uma árvore quase nua, beleza silenciosa em meio ao ritmo frenético da cidade grande.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 4
- Em coleções: Naruteza, Urbano.

Offline)
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