Nesse dia renascido e fiel
o horizonte embala o Sol,
cumprindo a promessa
de eterno recomeço.
A árvore, quase sem folhas,
emoldura a estrela
no seio da diligente
cidade grande.
Em pleno Outono,
os veículos se vão
num sopro contínuo.
Os passantes comprando café,
um de cócoras, com a xícara na mão,
entre um gole e outro,
espreita a vida mecânica.
Antes de seguir a lida
olha o brilho entre os galhos;
admira, sem pagar ingresso,
espetáculo que só ele percebeu.
Levantando-se com semblante em paz,
paga à dona da barraca,
monta na bicicleta e se vai,
misturando-se à paisagem
sem perder o seu ritmo...