Ela chegou devagar, foi entrando e gritou seu nome; gritou, e gritou alto.
Puxou a cadeira, sentou e tentou puxar assunto, e eu, tolo, não recusei.
Sua presença era como uma faca pressionada sobre o meu peito.
O silêncio tomou conta da sala e, impelido pelo medo de o silêncio querer dizer o que não quero ouvir,
questionei: 'És a morte?'.
E ela, sorrindo, acenou que sim.
Quando ela chegou, você se tornou ausente; e, na saída, ela levou o que era eu e deixou o que não havia
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Autor:
Ediberto S. Silva (
Offline) - Publicado: 6 de maio de 2026 10:49
- Comentário do autor sobre o poema: Nos últimos dias, sofri uma perda: alguém com quem mantive pouco contato, acredito eu, mas cuja partida me desmoronou. Escrever é como estou lidando com isso, a perda de alguém que sempre esteve aqui, mas cuja ausência o tornou ainda mais presente. Sua partida não só doeu, mas colocou a vida no lado real das coisas; e, se às vezes é difícil viver, lidar com a morte é pior ainda
- Categoria: Não classificado
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Offline)
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