Ediberto S. Silva

Quando a Morte chegou...

Ela chegou devagar, foi entrando e gritou seu nome; gritou, e gritou alto.

Puxou a cadeira, sentou e tentou puxar assunto, e eu, tolo, não recusei.

Sua presença era como uma faca pressionada sobre o meu peito.

O silêncio tomou conta da sala e, impelido pelo medo de o silêncio querer dizer o que não quero ouvir,

questionei: \'És a morte?\'.

E ela, sorrindo, acenou que sim.

Quando ela chegou, você se tornou ausente; e, na saída, ela levou o que era eu e deixou o que não havia