Preso em um cárcere de bronze e milênio, Onde o tempo não passa, apenas se esconde, Repousa a centelha, o sopro do gênio, Esperando o chamado que a alma responde.
Basta um toque, um atrito, um cansaço, E o metal frio desperta em fumaça; O gigante se molda no vácuo do espaço, Com a força dos séculos e o peso da graça.
"Três desejos," ele diz, com a voz de trovão, "Pois sou teu escravo e também teu senhor. O mundo é o brinquedo na palma da mão, Peça fortuna, peça glória ou amor."
Mas cuidado, mortal, com o que o peito anseia, Pois o gênio é o espelho do teu próprio querer; Ele tece a rede, ele fia a teia, Dá o que pedes, mas cobra o viver.
Ele habita o limite entre o sonho e o nada, Poder infinito em um espaço sem fim, Livre na mágica, mas na alma algemada, O eterno prisioneiro.
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Autor:
Poesia Abandonada (
Offline) - Publicado: 4 de maio de 2026 17:46
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 2

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