Preso em um cárcere de bronze e milênio, Onde o tempo não passa, apenas se esconde, Repousa a centelha, o sopro do gênio, Esperando o chamado que a alma responde.
Basta um toque, um atrito, um cansaço, E o metal frio desperta em fumaça; O gigante se molda no vácuo do espaço, Com a força dos séculos e o peso da graça.
\"Três desejos,\" ele diz, com a voz de trovão, \"Pois sou teu escravo e também teu senhor. O mundo é o brinquedo na palma da mão, Peça fortuna, peça glória ou amor.\"
Mas cuidado, mortal, com o que o peito anseia, Pois o gênio é o espelho do teu próprio querer; Ele tece a rede, ele fia a teia, Dá o que pedes, mas cobra o viver.
Ele habita o limite entre o sonho e o nada, Poder infinito em um espaço sem fim, Livre na mágica, mas na alma algemada, O eterno prisioneiro.