ROTINA DO CAFÉ

Arthur Vidigal

Entre os grãos moídos,
deparo-me com a disposição;
dispersos, todavia, servem-me.
Decerto, dependo totalmente da rotina que se repete
e se faz sagrada —
não como estes versos, pobres e indigeríveis.

Divergido entre o pó e a água quente,
despeço-me de cada gota
na indisposição dividida em etapas.
Dirijo-me ao inconsciente,
adoçando-o com ansiedade:
eis a minha rotina renovada.

  • Autor: Arthur Vidigal (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 4 de maio de 2026 14:51
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 6


Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.