Soneto para Teus Seios, Vol. VIII

Versos Discretos

Ó divinos altares de brancura,
Onde o desejo em prece se ajoelha,
Curvo-me ante a vertigem, a fartura,
Dessa carne que o mármore assemelha.

Ó globos de cetim, plena ventura,
Cujo bico em carmim se avermelha,
Sinto a febre, o rigor e a tontura
De quem o mel da vida ali dardeja.

Em vossa redondeza, o tato exulta,
Bebendo a pulsação que se faculta
No vale onde o suspiro se condensa.

Sede meu pão, meu vinho e meu pecado,
Nesse templo de gozo consagrado,
Onde a luxúria é a paz mais intensa.

  • Autor: Versos Discretos (Offline Offline)
  • Publicado: 4 de maio de 2026 13:01
  • Categoria: Erótico
  • Visualizações: 8


Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.