Ó divinos altares de brancura,
Onde o desejo em prece se ajoelha,
Curvo-me ante a vertigem, a fartura,
Dessa carne que o mármore assemelha.
Ó globos de cetim, plena ventura,
Cujo bico em carmim se avermelha,
Sinto a febre, o rigor e a tontura
De quem o mel da vida ali dardeja.
Em vossa redondeza, o tato exulta,
Bebendo a pulsação que se faculta
No vale onde o suspiro se condensa.
Sede meu pão, meu vinho e meu pecado,
Nesse templo de gozo consagrado,
Onde a luxúria é a paz mais intensa.
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Autor:
Versos Discretos (
Offline) - Publicado: 4 de maio de 2026 13:01
- Categoria: Erótico
- Visualizações: 8

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