Foram quatro horas
Com sonhos impossíveis
Com frases sem palavras
Com formas sem contornos
Mas, algo lá no fundo do crânio,
Algo quase elétrico
Estala...
Estala...
E explode
E eu acordo
Eu acordo dos sonhos
E acordo da embriaguez diária
Em um momento
Quando o relógio trava,
Acelera, retrocede, e para novamente.
Um momento
Quando a entropia deixa de ser
E o Tempo é assassinado
E eu posso pensar
Em tudo que eu quiser.
Todavia,
Como bom escravo da pineal
Os olhos ajoelham-se à malatonina
E, sem perceber,
Já sonho.
Mais uma vez, até o amanhecer
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Autor:
Ultracrepidário (
Offline) - Publicado: 3 de maio de 2026 22:55
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 5

Offline)
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