Foram quatro horas
Com sonhos impossíveis
Com frases sem palavras
Com formas sem contornos
Mas, algo lá no fundo do crânio,
Algo quase elétrico
Estala...
Estala...
E explode
E eu acordo
Eu acordo dos sonhos
E acordo da embriaguez diária
Em um momento
Quando o relógio trava,
Acelera, retrocede, e para novamente.
Um momento
Quando a entropia deixa de ser
E o Tempo é assassinado
E eu posso pensar
Em tudo que eu quiser.
Todavia,
Como bom escravo da pineal
Os olhos ajoelham-se à malatonina
E, sem perceber,
Já sonho.
Mais uma vez, até o amanhecer