Lauraa

Transformação

Transformação:

Te deito em lençol de covas quentes.  

Mordo. O mundo cala.  

Bebo tua morte em goles lentos,  

rubi quente que reza na minha língua.  

Tua última pulsação é minha oração, a lua é hóstia fria sobre a torre.  

Visto luto por costume, não por perda.  

O veludo me abraça como cripta,  

Tenho sede de algo que não é água.  

É rubi líquido, é salmo proibido,  

que corre quente sob a pele dos vivos  

e canta quando encontra meus dentes.