Transformação:
Te deito em lençol de covas quentes.
Mordo. O mundo cala.
Bebo tua morte em goles lentos,
rubi quente que reza na minha língua.
Tua última pulsação é minha oração, a lua é hóstia fria sobre a torre.
Visto luto por costume, não por perda.
O veludo me abraça como cripta,
Tenho sede de algo que não é água.
É rubi líquido, é salmo proibido,
que corre quente sob a pele dos vivos
e canta quando encontra meus dentes.