Franz Kafka dizia: "Se um milhão te amasse, eu seria um deles, e se apenas um te amasse, esse seria eu, e se ninguém te amasse, então saiba que eu estou morto."
E eu diria:
se o tempo ousasse nos separar,
eu aprenderia a contar os dias ao contrário,
só para te encontrar mais cedo em alguma lembrança.
Se o mundo esquecesse teu nome,
eu o escreveria no silêncio das noites,
repetindo cada letra como quem acende estrelas num céu que insiste em se apagar.
E se um dia tudo ruir, as promessas, os caminhos, as certezas, ainda assim restaria algo de nós ecoando entre o que foi e o que nunca deixou de ser.
Porque amar, no fim,
não é sobre quantos ficam,
mas sobre quem permanece
mesmo quando já não há mais ninguém.
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Autor:
DoSSantos (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 2 de maio de 2026 14:47
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 4
- Em coleções: Um Amor Improvável.

Offline)
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