Franz Kafka dizia: \"Se um milhão te amasse, eu seria um deles, e se apenas um te amasse, esse seria eu, e se ninguém te amasse, então saiba que eu estou morto.\"
E eu diria:
se o tempo ousasse nos separar,
eu aprenderia a contar os dias ao contrário,
só para te encontrar mais cedo em alguma lembrança.
Se o mundo esquecesse teu nome,
eu o escreveria no silêncio das noites,
repetindo cada letra como quem acende estrelas num céu que insiste em se apagar.
E se um dia tudo ruir, as promessas, os caminhos, as certezas, ainda assim restaria algo de nós ecoando entre o que foi e o que nunca deixou de ser.
Porque amar, no fim,
não é sobre quantos ficam,
mas sobre quem permanece
mesmo quando já não há mais ninguém.