Terra prometida

Lesy Williams



Velejo em alto mar

com uma liberdade que nunca tive.

O Mestre me conduz com graciosidade,

deixando para trás, o meu velho “Eu” sem saudade.

 

O meu companheiro de viagem censura-me com o seu silêncio;

Está demasiado ocupado com os seus passatempos.

Mas eu debruço sobre a tua promessa Senhor,

combatendo em peito firme contra os ventos.

 

O meu companheiro saúda me com um bom dia sem sentimento;

E eu devolvo-o no mesmo tom, sem ressentimento;

Porque ambos temos muito para aprender,

assim que pisarmos o chão da nossa terra prometida.

 

Ele está mais focado nos seus ganhos

e eu na Estabilidade que nunca tive;

Felizmente que cuido dos meus rebanhos,

pois é pelo bem comum que se vive.

 

O meu amigo de viagem passa demasiado tempo

a olhar para o seu umbigo.

E eu apuro os meus ouvidos e sentidos,

aguardando por cada onda passada,

novas instruções com fundamento.

 

Ele não me ama de verdade;

Mas também dele, não lhe exijo o que não tem.

Infeliz é aquele que espera ser feliz,

quando não valoriza o que tem.

 

Consigo alcançar o horizonte,

mas as correntes desviam-me perante as incertezas.

O meu mestre sussurra-me palavras de motivação;

O meu companheiro apenas alcança o vazio sem defesas.

 

A terra prometida é o que me faz manter erguida,

a paz que enche o meu peito sem cessar.

Só espero é que o meu amigo,

tenha oportunidade de encontrar o seu lugar.

  • Autor: Lesy Williams (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 1 de maio de 2026 13:17
  • Comentário do autor sobre o poema: Transição e reconhecimento do seu lugar na vida
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 2
  • Em coleções: O Roteiro I.


Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.