Somos rostos que passam, sombras que somem,
No mar de vozes, mulher e homem.
Somos cifras, tabelas, gráficos frios,
Um eco perdido em dados vazios.
Na fila do mundo, ninguém nos vê,
Somos o número que a conta fez.
No cálculo cego da indiferença,
A alma é esquecida, só resta a sentença.
Quantos nasceram? Quantos morreram?
Quantos os sonhos que se perderam?
A vida, que pulsa em cor e calor,
Vira estatística sem rosto ou valor.
Onde está a história por trás do total?
O riso, a dor, o amor tão real?
No emaranhado de cifras cruas,
Quem vê as lutas que são só suas?
Mas, por trás do número, há um coração,
Que bate em segredo, buscando a razão.
Há um olhar, há uma memória,
Há um universo em cada história.
E se o mundo insiste em nos reduzir,
Apenas a dados que podem medir,
Saiba que somos mais que estatísticas frias:
Somos vidas, sonhos, promessas e vias.
Então ergamos a voz, que o mundo nos ouça,
Somos multidão, mas cada um é uma força.
E, embora contados, não nos deixemos contar,
Pois cada número tem luz para brilhar.
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Autor:
Brendon Leão (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 1 de maio de 2026 07:59
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 3

Offline)
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