Sob o Véu Plúmbeo

LidyaMorgan

Tempo nublado, sob plúmbeo véu cerrado,
Em alto enlace, um ais calado;
Por via estreita, de fado incerto,
Cereza em rubor tinge o afeto.

Só te contemplo a esvair-te ao longe,
Sem ânimo algum que aqui me ponha;
Não me é dado seguir-te os passos,
Mas, de remotos, guardo-te os traços.

Foste, outrora, meu doce alvorecer,
Candura viva do meu viver;
Fizeste-me rir, sonhar e crer
Que nunca haverias de me entristecer.

Mas o Tempo, austero em seu reger,
Desfez os votos que ousei tecer.

  • Autor: LDN (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 27 de abril de 2026 10:07
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 2


Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.