Chapéu e cajado.
Na bolsa, o peso branco do linho e a sede.
O corpo gira e risca o chão:
o pó levanta a fronteira.
Lanço o lençol,
teto provisório contra o azul aberto.
Meus pés batem o marulho do cimento,
suor que vira sal.
O fôlego é remo:
onda sobre onda, não quebra.
A luz rasga o que improvisei.
Não resta abrigo, nem vigia,
apenas o rastro do círculo.
Sigo —
a carne ainda queima.
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Autor:
Noétrico (
Offline) - Publicado: 26 de abril de 2026 20:09
- Comentário do autor sobre o poema: Sobre um passeio do dia 25/04/2026. Todas as imagens presentes neste poema, tem referência na viagem e postagem dos status dos dia.
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 3

Offline)
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