Sorrindo enquanto arde

Henrique de Sousa

O meu coração é como sandálias de bailarina, moldável,

Tenho que me destruir, para nos seus olhos parecer agradável,

Aperto onde sobra, cedo onde insiste,

Talvez sem esse esforço o amor não existe.

 

Então eu danço com leveza, ensaiando com cuidado cada parte,

A plateia se importa com o que vê, não com o quanto meu peito arde,

A minha mente é um disco arranhado, que repete seu nome infinitamente,

Toco na queimadura do meu braço, tentando esquecer o que meu coração sente.

  • Autor: Henrique de Sousa (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 26 de abril de 2026 13:43
  • Comentário do autor sobre o poema: Esse poema nasceu de um sentimento que eu não consegui ignorar. Às vezes, a gente tenta se moldar, se ajustar, parecer leve por fora, mesmo carregando algo que queima por dentro. Ele fala sobre esse esforço silencioso de querer ser visto de um jeito bonito, mesmo quando dói. Tem também uma presença por trás das palavras, alguém que, sem saber, virou repetição na minha mente e intensidade no meu peito. Não é sobre essa pessoa em si, mas sobre o que ela despertou em mim.
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 2


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