O meu coração é como sandálias de bailarina, moldável,
Tenho que me destruir, para nos seus olhos parecer agradável,
Aperto onde sobra, cedo onde insiste,
Talvez sem esse esforço o amor não existe.
Então eu danço com leveza, ensaiando com cuidado cada parte,
A plateia se importa com o que vê, não com o quanto meu peito arde,
A minha mente é um disco arranhado, que repete seu nome infinitamente,
Toco na queimadura do meu braço, tentando esquecer o que meu coração sente.