num escuro de não se espiar
havia meia órfã de pés de criança
e uma família de medonhatos
com dedos magros de poeira
alisavam os cabelos do meu medo
e se empanturravam de rangidos
os monstros sempre aprenderam
a diminuir seus ossos mal existidos
pra caber no vão de quase-coisas
e hoje me assusta acordar por lá
eu me desacontecendo em miudezas
virando um isso de amedrontar
– esse poema foi publicado em meu blog pessoal (https://antoniobocadelama.blogspot.com/) em 24/04/26 –
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Autor:
Antonio Luiz (
Offline) - Publicado: 24 de abril de 2026 13:35
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 5

Offline)
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