Memórias póstumas de um
amor não correspondido.
De alguém entre algumas linhas.
Eu escrevo quando a mente pesa,
e pinto quando está tudo cinza.
Uma lembrança que me assombra,
que, em sombra, fica em mim;
e, mesmo morrendo, não foi velada,
ainda vaga porque não deixo ir.
Um minuto de silêncio
para o meu amor não correspondido.
Para um alguém que não quero exorcizar:
a mente fala “deixa ir”, mas o coração
teima em pulsar… você!
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Autor:
Luiza Castro (
Offline) - Publicado: 23 de abril de 2026 19:08
- Comentário do autor sobre o poema: Entre razão e sentimento, existe um espaço onde a mente pede pra soltar, mas o coração insiste em guardar — e é ali que nascem os poemas. Um primeiro amor em tom de azul: breve, talvez tóxico, mas marcante. não durou… mas permanece.
- Categoria: Amor
- Visualizações: 5
- Em coleções: Azul.

Offline)
Comentários2
eu literalmente esperando um minuto pra terminar de ler o poema
Boa noite poetisa! O verso: Eu escrevo quando a mente pesa, e pinto quando está tudo cinza, é muito visual. Ele mostra que a sua arte não nasce do lazer, mas de uma necessidade de escoar o excesso de sentimento. A imagem de um amor que morreu, mas não foi enterrado (não foi velada), é poderosa. Isso explica por que ele te assombra: na falta de um ponto final (o velório), o sentimento continua em um estado de limbo, vagando como um fantasma. O fechamento traduz o dilema clássico da razão contra a emoção. O uso do você no último suspiro do poema personaliza a dor, tirando-a do campo das ideias e trazendo-a para o nome de alguém real. É um desabafo corajoso sobre a teimosia do afeto. Parabéns por seu poema! Meu abraço poético.
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