Memórias póstumas de um
amor não correspondido.
De alguém entre algumas linhas.
Eu escrevo quando a mente pesa,
e pinto quando está tudo cinza.
Uma lembrança que me assombra,
que, em sombra, fica em mim;
e, mesmo morrendo, não foi velada,
ainda vaga porque não deixo ir.
Um minuto de silêncio
para o meu amor não correspondido.
Para um alguém que não quero exorcizar:
a mente fala “deixa ir”, mas o coração
teima em pulsar… você!