Às vezes, eu sonhava
Em ter terras férteis;
Em ter um solo úmido
E mais vivo.
Mas, não tenho.
E, mesmo não tendo tudo isso,
Uma coisa eu tenho:
Fome.
E mesmo que vilã aos olhos jovens
Ela é o motor,
O motor que rega meus braços com sangue
E que estufa meu peito
Para que eu possa cavar
Cavar, cavar e cavar
Rasgar essa terra morta
E buscar seu âmago
Vivo, macio, rico
E depois de tanto suor
Jogue-me em qualquer terra;
Qualquer uma,
Que saberei tirar
Cada gota de vida
Desse mar de morte.
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Autor:
Ultracrepidário (
Offline) - Publicado: 21 de abril de 2026 21:35
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 2

Offline)
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