Cidade do invisível

PauloMaiato

A cidade que acorda,
É a mesma que joga corda,
Nos enfia em uma roda,
Bola de neve cosmopolita.

Pra lá e pra cá,
Estamos invisíveis,
Nas entradas e saídas,
A metrópole se suporta.

O migrante se encanta,
No futuro se desencanta,
Nas saídas inviáveis,
O interior é saudade.

A vida em si se parafusa,
Luz dos carros que nos ofusca,
Rodoviária Tietê mande ajuda,
Estrada de casa já me escuta.

  • Autor: PauloMaiato (Offline Offline)
  • Publicado: 21 de abril de 2026 10:22
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 4


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