A cidade que acorda,
É a mesma que joga corda,
Nos enfia em uma roda,
Bola de neve cosmopolita.
Pra lá e pra cá,
Estamos invisíveis,
Nas entradas e saídas,
A metrópole se suporta.
O migrante se encanta,
No futuro se desencanta,
Nas saídas inviáveis,
O interior é saudade.
A vida em si se parafusa,
Luz dos carros que nos ofusca,
Rodoviária Tietê mande ajuda,
Estrada de casa já me escuta.