Há um fogo brando que não cessa,
Um vento em mim que não regressa.
Não aceito a margem, a linha reta,
Minha alma é busca, sempre, inquieta.
Um vento em mim que não regressa.
Não aceito a margem, a linha reta,
Minha alma é busca, sempre, inquieta.
Cada sombra oculta, um convite,
Cada "não sei", um infinito.
Os "porquês" nascem sem parar,
Sedentos de um novo lugar.
Cada "não sei", um infinito.
Os "porquês" nascem sem parar,
Sedentos de um novo lugar.
Não me contento com o já visto,
O conhecido é apenas um registro.
Meus olhos pedem vastos horizontes,
Minha mente, inesgotáveis fontes.
O conhecido é apenas um registro.
Meus olhos pedem vastos horizontes,
Minha mente, inesgotáveis fontes.
A curiosidade, um farol aceso,
Me tira do porto, do sossego.
Não há caminho único que me baste,
Sou nuvem que se move, sempre em contraste.
Me tira do porto, do sossego.
Não há caminho único que me baste,
Sou nuvem que se move, sempre em contraste.
E a inquietação é pulso, é motor,
É o medo doce de ser menor,
De não provar cada sabor da vida,
De ter a alma ainda não vivida.
É o medo doce de ser menor,
De não provar cada sabor da vida,
De ter a alma ainda não vivida.
Assim, avanço, sem trilha, sem mapa,
Cada descoberta, uma nova etapa.
Porque o silêncio do "tudo sei" me assusta,
E só na busca eterna a alma ajusta.
Cada descoberta, uma nova etapa.
Porque o silêncio do "tudo sei" me assusta,
E só na busca eterna a alma ajusta.
-
Autor:
Jairo Cícero (
Offline) - Publicado: 20 de abril de 2026 11:24
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 3
- Usuários favoritos deste poema: SAGITARIANO, Jairo Cícero
- Em coleções: MULTIPONTENCIALIDADE.

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.