Há um fogo brando que não cessa, Um vento em mim que não regressa. Não aceito a margem, a linha reta, Minha alma é busca, sempre, inquieta.
Cada sombra oculta, um convite, Cada \"não sei\", um infinito. Os \"porquês\" nascem sem parar, Sedentos de um novo lugar.
Não me contento com o já visto, O conhecido é apenas um registro. Meus olhos pedem vastos horizontes, Minha mente, inesgotáveis fontes.
A curiosidade, um farol aceso, Me tira do porto, do sossego. Não há caminho único que me baste, Sou nuvem que se move, sempre em contraste.
E a inquietação é pulso, é motor, É o medo doce de ser menor, De não provar cada sabor da vida, De ter a alma ainda não vivida.
Assim, avanço, sem trilha, sem mapa, Cada descoberta, uma nova etapa. Porque o silêncio do \"tudo sei\" me assusta, E só na busca eterna a alma ajusta.